sábado, 16 de dezembro de 2017

Deputada Valeria Macedo e Dr Marco Aurélio uma luta constante por beneficios para Dom Pedro-MA






Na tarde do dia (13), a deputada estadual Valéria Macedo (PDT), acompanhada do seu marido, o advogado Marco Aurélio Gonzaga, do vereador de Dom Pedro, Fábio Amâncio (PCdoB) e do assessor Jakson Marinho, teve audiência com o diretor-presidente da Caema, Carlos Rogério, para tratar de projetos de fornecimento de água e saneamento nos municípios de Imperatriz e Dom Pedro. A deputada fez rápida exposição dos seus pleitos já apresentados a companhia e ao próprio governo, antes e durante a gestão do novo presidente.
Em agosto deste ano, por exemplo, a deputada Valéria Macedo fez indicação formal ao governador Flávio Dino e ao presidente da Caema, Carlos Rogério, pedindo investimentos orçamentários e financeiros na captação e distribuição de água para o município de Imperatriz, especialmente para a compra de novas bombas de captação, pois o principal problema está na captação.  
Para Valéria “o combate às desigualdades sociais no Maranhão depende de boas políticas sociais de educação, saúde, segurança e trabalho, mas dependem igualmente de garantir água potável e o tratamento de esgotos”, afirmando que “o Governador Flávio Dino tem investido maciçamente em água, coleta e tratamento de esgoto e da proteção ambiental no Maranhão. Investir em água e em coleta e tratamento de esgoto é também investir em saúde preventiva. Com isso evita-se a proliferação das doenças de veiculação hídrica como, por exemplo, diarreia, dengue e leptospirose”.
Na audiência, o presidente Carlos Rogério informou a deputada Valéria que, além da Caema fazer reparos em equipamentos de captação de água já existentes no sistema de Imperatriz, a companhia está licitando novas bombas para resolver de uma vez por todas o abastecimento de água no município, além de outros investimentos em curso.
 “Deputada Valéria fique tranquila que estamos fazendo todos os esforços para que a população de Imperatriz tenha o abastecimento  de água assegurado”, disse o diretor-presidente da Caema, Carlos Rogério. 
Já em relação a Dom Pedro, e, ainda na gestão do ex-presidente da Caema, Dr. David Telles, a deputada Valéria Macedo, acolhendo pleitos do vereador Fábio Amâncio, da própria população e de outras lideranças locais, vem pleiteando investimentos na melhoria do fornecimento de água em Dom Pedro, inclusive com a perfuração de quatro novos poços na cidade e dois na zona rural.
Para a deputada, a recuperação dos reservatórios existentes é medida essencial, tanto o do retorno da BR -135, como o da  Rua Bela Vista, porque sem reservatórios as bombas de captação funcionam 24 horas, o que produz grande desgaste nos equipamentos e dificulta a manutenção.
A ampliação e a substituição parcial da rede danificada para acabar com o desperdício de água, especialmente nas ruas Engenheiro Rui Mesquita, nos bairros Cândido Hermes, Alto do Pacote, Vila Ribamar, Rua Juscelino Kubitscheck, são outras necessidades que não podem mais esperar.
O vereador Fábio Amâncio, por sua vez, ressaltou que vem lutando pela substituição de bombas e pela recuperação dos poços P-10 da Rua Santa Teresinha, P-16 do retorno da BR – 135, próximo ao reservatório principal da cidade, P-18 da Vila Cordeiro. 
A deputada Valéria Macedo disse que, “com o objetivo de investir na área de abastecimento de água, destinei duas emendas parlamentares minhas para a SEDES para construção de dois sistemas simplificados na zona rural de Dom Pedro. Um no povoado Centro dos Pretinhos, já concluído e entregue a população, e outro no Centro dos Tonicos, praticamente concluído, e que falta apenas levar a rede paras três casas, e que em breve vamos inaugurar e entregar a população”.
Na audiência, o presidente Carlos Rogério reafirmou que os investimentos da Caema e do Governo Flávio Dino anunciados serão mantidos, acrescentando, ainda, que parte das obras civis se encontram em plena execução, dentre as quais destacou: a substituição e ampliação da rede das ruas Rua Engenheiro Rui Mesquita, Rua Juscelino Kubistchek, nos bairros Candido Hermes, Vila Clodomir, Vila Ribamar e Alto do Pacote; a recuperação dos reservatórios, dentre outras.
O presidente disse, ainda, que “os quatro poços destinados para o Município de Dom Pedro serão executados”, ressaltando que “dois deles já foram até licitados, que são os poços do Alto do Pacote a ser perfurado em imóvel da própria companhia; e o do bairro Cândido Hermes, em imóvel doado pelo empresário e ex-vice-prefeito Cloves Bezerra, sendo que os outros dois poços ainda estão em fase de licitação”.
Durante a audiência o Presidente parabenizou a deputada Valéria Macedo pela luta por água e saneamento, ressaltando que o “Governador Flávio Dino tem investido nestas duas áreas em todo o Maranhão, lembrando que neste momento há execução de projeto de esgotamento no bairro Quintas do Calhau, aqui em São Luís e noutros bairros. E de pronto se comprometeu em iniciar a execução dos dois poços já licitados.
“O Presidente foi muito receptivo, e que é pessoa sensata, experiente e com grande sensibilidade profissional, e conhece bem a estrutura da CAEMA. Saio daqui mais uma vez otimista e certa de que os investimentos em captação e distribuição de água e nos municípios de Imperatriz e Dom Pedro se tornarão em breve realidade, e a prova disso é que parte destes investimentos estão em plena execução”, concluiu Valéria Macedo. 
O vereador de Dom Pedro Fábio Amâncio (PCdoB) iniciou dizendo: “parabenizo Vossa Excelência Dr. Carlos Rogério, pelo grande trabalho que vem fazendo em pouco tempo na Caema”, acrescentando que “em Dom Pedro, Presidente, eu, sou testemunha dos investimentos que o nosso Governador Flávio Dino e a Caema têm feito, claro que eu e deputada Valéria e eu temos pedido muito por isso. Também saio daqui otimista e espero que em breve tempo possamos nos livrar da falta de água na cidade e na zona rural”, concluiu.
Assecom/ Dep. Valéria Macedo         

terça-feira, 12 de dezembro de 2017


Dr Marco Aurelio e a Deputada Valeria Macedo, na confraternização dos desportistas em DOM PEDRO

Grande Confraternização de fim de ano da Associação dos Desportistas de Dom Pedro, realizada  na tarde do dia 10 neste domingo, com a presença do Dr Marco Aurélio e Deputada Valéria Macedo na Chácara Selene, prestigiaram também todos os veteranos do esporte dom-pedrense com seus familiares.



sexta-feira, 10 de março de 2017

MULHERES QUE FIZERAM HISTORIA EM NOSSO ESTADO



DALVA BACELAR: UMA MULHER QUE FEZ HISTORIA EM  COELHO NETO-MA    


Maria Dalva Machado Bacelar era a filha mais velha de Raimundo de Melo Bacelar (Duque Bacelar) e Maria Machado Bacelar. Nasceu em 30 de Fevereiro de 1924 em Coelho Neto e faleceu na tarde de ontem (26) em Recife - PE. Foi casada com Paulo Morais Vilaça. Concluiu os estudos e logo em seguida foi nomeada Prefeita de Coelho Neto.
Na década de quarenta, também se destacou na administração municipal como a prefeita Dalva Bacelar – posteriormente deputada constituinte maranhense nas eleições de 1947 –, no município de Coelho Neto.
Em sua administração, priorizou a organização fundiária do município, em virtude de litígios com a Igreja Católica que já duravam anos. Por essa razão, enfrentou a oposição do Padre Alfredo Bacelar, que se tornou grande adversário da família da prefeita. Foi dele o comentário jocoso quando a prefeita se dirigia a cavalo para dar expediente na prefeitura:

Nas eleições de 1947, o Partido Proletário Brasileiro (PPB), controlado por Vitorino Freire, elege Sebastião Archer da Silva como governador. Ele indica vinte representantes para elaborar a Constituição do Estado, dentre as quais Maria Dalva Bacelar, representante dos municípios de Coelho Neto, Buriti e Chapadinha, e única mulher eleita nesse período (O GLOBO, 18/03/1947).

É também a mais jovem deputada, eleita com apenas vinte e dois anos. Dalva Bacelar é filha de um tradicional comerciante do Maranhão, pertencente à família Bacelar, que ainda hoje domina a região de Coelho Neto, grande produtora de óleo de babaçu. Conclui seus estudos em 1942 e, logo em seguida, é nomeada prefeita de Coelho Neto pelo então interventor Saturnino Belo, iniciando, assim, sua vida pública. Era “uma época que moça não saía sozinha”, enfatiza Dalva Bacelar.
Para administrar os negócios da prefeitura, a prefeita viajava para São Luís, muitas vezes acompanhada de seu irmão mais jovem. A juventude e a determinação de Dalva Bacelar foram, sem dúvida, pontos que marcaram sua carreira política. De imediato, ela percebeu que melhorar as condições do município passava por decisões que vinham “mais de cima”.
Embalada pela “indireta” do padre Alfredo Bacelar, resolveu candidatar-se a deputada estadual. Alertada pelo pai, que lhe informou que não seria possível se eleger apenas por Coelho Neto, a então prefeita viajou pelos municípios de Chapadinha, Buriti e Brejo, em busca de apoios de líderes políticos locais.
Dalva Bacelar foi eleita com 929 votos, porém teve que enfrentar batalhas judiciais travadas contra o juiz de Coelho Neto, que usou muitos artifícios para anular sua eleição

PRIMEIRA PREFEITA DO BRASIL, DE SÃO JOÃO DOS PATOS-MA

Joana da Rocha Santos, Dona Noca nasceu em 18 de dezembro de 1892, em São João dos Patos, cidade que administrou e onde foi sepultada.


São João dos Patos é um município brasileiro do estado do Maranhão. Foi a primeira cidade maranhense a ter uma mulher no cargo de prefeita municipal, Joana da Rocha Santos, Dona Noca foi nomeada em 1934 pelo delegado do governo federal no Maranhão.

Ostenta o título de capital dos bordados no Maranhão, pela qualidade das peças produzidas e por ser a confecção artesanal de bordados uma atividade predominante entre suas mulheres, uma prática hereditária que já faz parte da cultura local.

Por sua relevância socioeconômica, geográfica e política, ocupa a posição de centro de zona na rede urbana maranhense, exercendo influencia sobre diversas cidades da sua região. Na divisão político-administrativa do Estado do Maranhão em 32 Regiões de Planejamento, a cidade é a sede da Unidade Administrativa Regional da Região de Planejamento do Sertão Maranhense, composta por 9 municípios limítrofes.

Está entre os três únicos municípios maranhenses a conquistar a certificação Selo Unicef Município Aprovado por três vezes consecutivas, em todas as edições do projeto até então, um reconhecimento internacional pelo resultado dos seus esforços na melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes.

O município de São João dos Patos surgiu na primeira metade do século XIX, com a ocupação da região por criadores e lavradores oriundos do município de Passagem Franca, atraídos pela fertilidade das terras. A aglomeração iniciou-se entre duas lagoas denominadas de "Lagoa de São João" e "Lagoa dos Patos", por esse motivo recebeu seu primeiro nome LAGOAS. Posteriormente, influenciado pela veneração, por parte dos moradores da localidade de São João Batista, que se tornaria o Padroeiro da cidade, e com isso, passou a se denominar a localidade de" Lagoa de São João "mais tarde São João dos Patos".
Teve como prefeita Joana da Rocha Santos considerada a primeira prefeita do Brasil, mulher que se tornou lenda na região, por uma visão evolutiva para seu tempo. Durante muitos anos existiu na cidade uma disputa política local por dois grupos, os ``aleixeiros ´´ e os `` xeleléu ´´.Na cidade existe desde sua fundação uma família política muito forte e influente a nível de estado, em que já teve deputados estaduais, como Turíbio Socha Santos, Dona Noca, o ex-prefeito Celso Rocha Santos e seu sobrinho Celso Antonio da Rocha Santos Sobrinho, entre outros. Na época das eleições a nível municipal, a cidade vive um clima bastante quente, pois a disputa é extremamente acirrada

domingo, 20 de novembro de 2016

HISTORIADOR E COLUNISTA DO JORNAL O ESTADÃO EM SÃO PAULO

Leandro Karnal é um historiador que transita bem entre a academia e o grande público. Tem ampla formação acadêmica e é professor da Unicamp há 20 anos nas áreas de História Cultural e de História da América ao mesmo tempo em que viaja o País fazendo palestras para o grande público sobre assuntos que vão de atualidades a religião e ética, que comenta o noticiário no Jornal da Cultura e participa do Café Filosófico, transmitido pela TV.
É, também, autor de vários livros teóricos e para leigos, como Felicidade ou Morte (Papirus), que ele acaba de lançar com Clóvis de Barros Filho e que já ocupa a terceira posição na lista de mais vendidos da Veja.
Essa sua capacidade de falar sobre assuntos essenciais e profundos com erudição e leveza poderá ser comprovada a partir deste domingo, 24, no Caderno 2. Nesse dia, Karnal estreia sua coluna semanal e já adianta: quer tirar o leitor – e ele próprio – da zona de conforto.
“Pensando na temática das colunas, gosto da ideia que cruzem, naturalmente, uma formação de um historiador profissional e de um doutor em áreas de humanas com leituras em filosofia, antropologia e artes, e ainda minha formação musical. Gosto que exista uma reflexão sobre o conhecimento formal. Sempre com um toque de humor e com um certo distanciamento irônico”, conta.
Gaúcho de São Leopoldo, ele nasceu em 1963, filho de uma família de classe média e religiosa do interior gaúcho. A religião, hoje, é apenas um campo de estudo do historiador ateu que se formou na Unisinos e começou, ali mesmo, e também na rede estadual de ensino, sua carreira como professor. Aos 24, mudou-se para São Paulo. Seu doutorado na USP incluiu estudos também na França e no México. Vive há quase 30 anos na cidade, de onde sai, frequentemente, para conferências País afora.
“Ter estado semana passada em São Paulo, Brasília, Fortaleza, Marechal Rondon e em Porto Alegre marca muito a minha visão do Brasil, de como ele se entende e se explica, como os jovens reagem. Vejo demandas e concepções sociais. Essa é a minha grande semente para eu poder germinar esse canteiro de ideias”, afirma.
Entre os temas que mais despertam o interesse das plateias hoje, e sua discussão também estará nas colunas do historiador, ele cita a ética – e diz que isso o deixa otimista. “É uma esperança possível para este País.”
No artigo que será publicado no domingo, Karnal escreve sobre a dúvida em aceitar o convite do Estado, fala sobre vaidade, faz uma reflexão sobre a possibilidade de lidar com o grande público e sobre o peso de escrever para um veículo fundado em 1875. “Mas a vaidade falou mais alto que o medo. Aceitei também porque existe a possibilidade do exercício de dizer coisas significativas que levem as pessoas a pensar e que isso atinja muita gente. Estamos precisando, no Brasil de hoje, de polarização extremada, de gente que faça pensar, ouvir e interpretar – mais do que de gente que expresse sua opinião subjetiva e imediata.”
Essa é, aliás, uma das funções do intelectual de hoje. Um intelectual pop, que está nas redes sociais. “Cada vez mais vai surgindo nos Estados Unidos e na Europa, e mais recentemente no Brasil, a função daquelas pessoas ligadas à academia que começam a traduzir com metáforas, bom humor e leveza coisas que talvez fossem mais complexas ao grande público”, comenta.
Para ele, essas pessoas ajudam a mostrar que uma simples opinião não é suficiente para um debate, que ela é apenas uma emissão subjetiva que precisa de embasamento para fugir do senso comum e evitar falácias. “Esse é um exercício recente, num país que só há pouco descobriu a democracia, conheceu as redes sociais e ainda não descobriu, infelizmente, como ouvir opiniões contrárias e não tornar isso um discurso de ódio, uma adjetivação ou simples enunciação dos seus problemas, medos e anseios.”
A polêmica é sempre inevitável, diz Karnal. “Existe hoje uma enorme quantidade de gente ressentida e centrada no seu próprio afeto. Logo, tudo o que não for a defesa apaixonada daquela pessoa é considerado ponto de crítica. Basta eu dizer que dei palestra na Europa e já aparecem pessoas perguntando por que eu não fui à África. Se eu digo que fui à África, perguntam por que eu excluí a América Latina. Elas não estão dialogando comigo. Eu não tenho importância. Elas estão dialogando com a sua dor e seu ressentimento.”
A interpretação do texto é outra questão que preocupa o autor, e ele avalia que isso só piora com o passar dos anos e que as pessoas entendem o que querem entender do que está escrito. Aos leitores, então, Karnal pede interação e paciência. “E que, ao me criticarem, elogiarem, concordarem ou discordarem, que seja com base no que eu disse e não no que eu não disse. E que o fato de eu não ter dito algo não quer dizer que eu esteja condenando aquilo.”
Além da coluna que poderá ser lida aos domingos neste caderno e no Portal Estadão, Karnal também terá um blog.

Fonte: O Estado de S. Paulo