quarta-feira, 11 de setembro de 2013

COMITE PELA MEMORIA VERDADE E JUSTIÇA DE IMPERATRIZ E REGIÃO

Em seu 1° Encontro Nordestino dos Comitês Civis da Verdade, Memoria e Justiça, realizado em João Pessoa no Estado da Paraíba, em 12, 13 e 14 de Julho deste ano, com a presença de representantes de todos os estado do Nordeste, e representante da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, eu Jakson José Marinho Santana,  fui indicado coordenador do Comitê Pelo Direito a Memoria Verdade e Justiça de Imperatriz, e na ocasião eu estava representando o Maranhão no encontro, lá tracemos metas de trabalhos, de forma coordenada, em todos os Estados, o encontro foi noticiado nos grandes Jornais do Brasil. eu como acadêmico de Historia pela UEMA, e de Movimentos Estudantis, pretendo trabalhar com a sociedade Civil de Imperatriz, no intuito de darmos pressão na Comissão Estadual e Nacional, para tornar publico os crimes cometidos na Ditadura Militar e os de hoje.

      Noticiário  na Imprensa

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO

6/07/2013 - 14h54

Comissão da Verdade estuda responsabilizar empresas por perseguição política

A Comissão Nacional da Verdade vai estudar caminhos legais para que empresas que promoveram perseguição política a seus funcionários durante a ditadura militar (1964-1985) sejam responsabilizadas.
O objetivo é que trabalhadores que se sentiram prejudicados por essas empresas, por exemplo proibidos de participar de greve ou demitidos por motivação política, possam pedir reparação política e material --neste caso, em forma de indenização.
Entre as empresas, estariam estatais como Petrobras e Correios, ex-estatais como Embraer e CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), e privadas como Volkswagen e Monark.
A informação foi divulgada nesta terça-feira (16) pela coordenadora da comissão, Rosa Cardoso, e por sindicalistas que participam do Grupo de Trabalho Ditadura e Repressão aos Trabalhadores e ao Movimento Sindical.

Moacyr Lopes Junior - 17.julh.2013/Folhapress


Rosa Cardoso, coordenadora da Comissão Nacional da Verdade, acompanhada de lideres sindicais em coletiva
O Grupo de Trabalho realizará, na próxima segunda-feira (22), um ato para relembrar os 30 anos da greve geral de 21 de julho de 1983. Sindicalistas prometem divulgar durante o evento documentos que mostram que empresas e órgãos da repressão, como o Dops, trocavam "listas negras" de funcionários.
"Vamos entregar documentos que comprovam, por exemplo, que organismos de segurança da Aeronáutica se reuniam com diretores de empresas para apresentar uma lista negra [de pessoas] para não contratar", disse o secretário-geral do CSP/Conlutas, Luiz Carlos Prates, conhecido como Mancha.
"Estamos começando a ver outros países onde isso tem acontecido", disse a coordenadora Rosa Cardoso. "Primeiro vamos fazer um levantamento das empresas a que se pode pedir reparação. Vamos ter que construir uma estratégia para conseguir isso."
Até o momento, no Brasil, não há casos de empresas responsabilizadas por violações de direitos humanos no período da ditadura militar. Mas, segundo a assessora técnica da comissão San Romanelli, o colegiado brasileiro se baseará em casos recentes na Argentina e na Alemanha, em que empresas foram responsabilizadas por perseguição a seus trabalhadores durante a ditadura e o regime nazista.
Se o colegiado brasileiro concluir que essas empresas devem ser responsabilizadas, isso constará na lista de recomendações que será apresentada junto com o seu relatório final.
Em nota, a assessoria de imprensa dos Correios afirmou que a empresa está "à disposição da Comissão Nacional da Verdade para, dentro dos normativos legais, contribuir para o resgate da memória e pelo fortalecimento da democracia". A Volkswagen afirmou, por nota, que "não dispõe de informações para comentar o assunto". As demais empresas não responderam até a publicação desta notícia.
Outra reivindicação dos sindicalistas que está em estudo pela Comissão da Verdade é que sejam alterados os critérios atuais usados para pagamento de indenizações pela Comissão de Anistia a vítimas da ditadura.
Eles criticam o valor das indenizações e o uso de critérios distintos para cada categoria de trabalhadores. Uma das categorias insatisfeitas seria a dos petroleiros.
"Os valores estão congelados e a reparação é muito baixa, muito aquém da necessidade dessas pessoas", disse Mancha.
Segundo Rosa Cardoso, a comissão fará "um estudo da lei que concede essa reparação" para estudar uma nova política na concessão das indenizações. "Entendemos que a indenização para algumas categorias tem sido irrisórias", disse a coordenadora.
CARTA
Rosa Cardoso afirmou nesta terça-feira (16) que concorda com as críticas de grupos de direitos humanos e de vítimas da ditadura, que encaminharam na segunda-feira (15) uma carta à Comissão da Verdade em que criticam a falta de transparência, divergências internas e lentidão dos trabalhos do colegiado, conforme informou ontem a colunista da Folha Mônica Bergamo.
"Acho que há um consenso de que nós devemos trabalhar num ritmo muito mais veloz e consistente e submetendo o resultado dos nossos trabalhos a uma crítica permanente e a um diálogo com os interessados, para que não cheguemos ao final do nosso trabalho apresentando um relatório que possa até ser contestado pelos interessados", disse a coordenadora.
O texto das entidades de direitos humanos pede a volta do ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles, que deixou a comissão após divergências internas no grupo, e a substituição de Gilson Dipp, afastado desde setembro por motivos de saúde.
Quanto à recomposição dos membros do grupo, Rosa Cardoso disse esperar que a nomeação dos substitutos pela Presidência da República aconteça "a qualquer momento" e "o mais rápido possível". "A recomposição é uma exigência absolutamente justa, ela não pode mais ser postergada", afirmou.
Segundo ela, a escolha dos novos membros será essencial para poder responder às outras demandas da comissão. Rosa disse ainda que a comissão precisa de mais pesquisadores para conseguir realizar seus trabalhos, e que já há recursos para contratar esses assessores. "É preciso mais gente tanto para ouvir vítimas como para buscar em acervos informações."
Sobre a falta de diálogo com grupos ligados às vítimas da ditadura, o que tem sido uma crítica frequente ao colegiado, Rosa afirmou que "ficou definido na comissão que nós vamos trabalhar em um intercâmbio muito maior e mais permanente com eles [vítimas da ditadura e seus familiares]".
Os autores da carta pedem ainda a realização de mais audiências públicas com agentes e com vítimas da ditadura; que a comissão priorize os esclarecimentos dos casos de mortos e desaparecidos; e que o grupo garanta a abertura total dos arquivos dos órgãos de repressão e informação da ditadura.
Rosa disse concordar com todos esses pontos. Sobre a abertura dos arquivos, ela reafirmou que a comissão não conseguiu isso com as Forças Armadas. "Eles [Forças Armadas] dizem que os [arquivos] que nos interessam mais, que teriam informações sobre mortos e desaparecidos, foram queimados", afirmou, acrescentando que não acredita na versão dos militares, porque deveria haver no mínimo o registro sobre a incineração dos documentos e que antes eles teriam sido microfilmados.
No mês passado, a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, que representa as vítimas da ditadura, já havia solicitado à coordenadora da comissão uma audiência com a presidente Dilma Rousseff para apresentar para pedir uma reestruturação do grupo.
Leia a íntegra da carta
CARTA ABERTA À COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE
Senhores Comissários,
Nós, familiares de mortos e desaparecidos políticos, ex-prisioneiros políticos, entidades, movimentos de luta pela Verdade e Justiça, militantes dos direitos humanos e lutadores sociais, vimos externar nossa indignação com os graves acontecimentos que envolvem a Comissão Nacional da Verdade e nossa preocupação com a opacidade, falta de unidade e morosidade com que tem funcionado a CNV.
Consideramos de extrema gravidade um eventual fracasso da Comissão Nacional da Verdade na consecução de seus objetivos principais. As consequências de tal fato serão funestas não só para as gerações presentes, mas para o futuro de nossa nação.
Desde o inicio dos trabalhos da CNV, cobramos a apresentação de um plano mínimo de trabalho, com objetivos e metodologia definidos; enfatizamos a necessidade de priorizar a investigação sobre os mortos e desaparecidos políticos e sobre a estrutura de repressão.
Expressamos a necessidade e importância de convocar os agentes do estado responsáveis pelos crimes de tortura, assassinatos e desaparecimentos forçados.
Da mesma forma, consideramos fundamentais as audiências públicas, amplamente divulgadas pelo sistema público de comunicação social, com os testemunhos das vitimas, familiares e sobreviventes.
Houve momentos de entusiasmo de nossa parte, com os textos publicados por Cláudio Fonteles no site da CNV, comprometidos com a busca da verdade em torno dos mortos e desaparecidos políticos. Qual não foi nossa surpresa, quando vimos que essa postura era duramente questionada por outros integrantes da CNV!
A partir de então, temos assistido as divergências internas se transformarem em ataques pessoais e públicos, numa triste demonstração de descompromisso com a verdade e a história, refletindo na falta de clareza do papel histórico da CNV.
A divulgação do relatório parcial da CNV demonstrou desconhecimento das informações acumuladas, ao longo de mais de 40 anos, pelos envolvidos na luta pelo resgate da memória e da verdade histórica.
A existência da CNV, fruto da luta dos familiares de mortos e desaparecidos políticos, ex-prisioneiros e militantes dos direitos humanos, significa mais do que uma necessidade, é um momento impar da história de nosso país, quando ainda é possível construir a verdade com a participação dos últimos sobreviventes - testemunhos oculares dos fatos.
Neste momento em que tantas vozes se erguem pelo Brasil exigindo mais seriedade, respeito e presteza na consecução de políticas publicas, apelamos para a consciência cidadã de cada um dos membros dessa Comissão, para que coloquem os princípios dos direitos à Memória, Verdade e Justiça do nosso povo e, principalmente dos familiares dos mortos e desaparecidos, acima de quaisquer desentendimentos ou divergências, e propomos:
1. A imediata recomposição dessa Comissão, com a volta de Cláudio Fonteles, a substituição de Gilson Dipp e a garantia de que todos os integrantes estejam voltados prioritária e realmente para os trabalhos da CNV, e que estejam ainda comprometidos não apenas com o Direito à Verdade, Memória e Justiça, mas também com a concepção de Comissão que trabalhe com e para a sociedade, entendendo que o processo é tão importante quanto o relatório final;
2. Que a CNV intensifique as audiências públicas, devidamente organizadas, convocando agentes do Estado envolvidos nas graves violações aos direitos humanos, bem como as testemunhas - vítimas, familiares, sobreviventes;
3. Que o foco das investigações da CNV seja o esclarecimento dos casos dos mortos e desaparecidos políticos, motivo esse que levou à criação e constituição da CNV;
4. Que a CNV se transforme num coletivo, forte o suficiente para garantir a abertura total dos arquivos dos órgãos de repressão e informação da ditadura, tanto a nível federal como estadual.
Por fim, entendemos que o resgate da verdade não se restringe à elaboração de um relatório final pela Comissão Nacional da Verdade, mas sim, é o produto de trabalho coletivo que depende de interação com as diversas formas de organização e expressão da sociedade civil. Por isso, os signatários desta carta apresentam propostas e se solidarizam com o Dr. Claudio Fonteles, que, no seu período à frente da Comissão Nacional da Verdade, sinalizou o caminho a ser trilhado. Manifestamos também nossa total solidariedade à atual coordenadora Rosa Cardoso, que se identifica com nossas propostas e tem buscado o diálogo e a participação da sociedade.
"A única luta que se perde é a que se abandona."
São Paulo, 15 de julho de 2013.
In memoriam aos familiares
Agrícola Maranhão do Vale
Alice Pereira Fortes
Alzira Grabois
Anita Lima Piahuy Dourado
Ariston Lucena
Arnaldo Xavier Cardoso Rocha
Benigno Girão Barroso
Berel Reicher
Blima Reicher
Carlos Alberto De Ré
Clélia Tejera Lisbôa
Consueto Ferreira Callado
Cristovam Sanches Massa
Cyrene Moroni Barroso
Davi Capistrano Filho
Dilma Alves
Edgar Corrêa
Edmundo Dias de Oliveira
Edwin Costa
Elza Joana dos Santos
Ermelinda Mazzafero Bronca
Eunice Santos Delgado
Euthália Rezende de Souza Nazareth
Fanny Akselrud de Seixas
Felícia Mardini de Oliveira
Guilhermina Bezerra da Rocha
Helena Pereira dos Santos
Ilma Linck Haas
Iracema Merlino
Irene Guedes Corrêa
Izabel Gomes da Silva
James Wright
João Baptista Xavier Pereira
João Luiz de Moraes
Julieta Petit da Silva
Lais Maria Botelho Massa
Luiza Monteiro
Lulita Silveira e Silva
Majer Kucinski
Manoel Porfírio de Souza
Márcia Santa Cruz
Márcio Araújo
Maria de Lourdes Oliveira
Maria Helena Carvalho Molina
Maria Madalena Cunha
Maria Mendes Freire
Odete Afonso Costa
Paulina da Silva
Rosalvo Cypriano Souza
Walter Pinto Ribas
Zuleika Angel Jones
Adilson Oliveira Lucena
Alberto Henrique Becker
Alessandra Gasparotto
Alípio Freire
Aluizio Palmar
Ana Maria Muller
Ângela Mendes de Almeida
Ângela Telma Oliveira Lucena
Antônio Pinheiro Salles
Aton Fon Filho
Beatriz Cintra Labaki
Bernardo Kucinski
Carlos Alberto Lobão Cunha
Carlos Gilberto Pereira
Carlos Lichtsztejn
Caroline Silva Bauer
Celso Carvalho Molina
César Augusto Teles
Cesar Cavalcanti
Clarice Herzog
Claudio Antonio Weyne Gutierrez
Claudio Carvalho Molina
Clélia de Mello
Clóvis Petit de Oliveira
Criméia Alice Schmidt de Almeida
Damaris Oliveira Lucena
Darcy Miyaki
Denise Oliveira Lucena
Derlei Catarina De Luca
Dulce Maia de Souza
Edson Luis de Almeida Teles
Edgardo Binstock
Edival Nunes Cajá
Eliete Ferrer
Elio Cabral
Elma Dutra
Elza Ferreira Lobo
Elzira Vilela
Enzo Luiz Nico Jr.
Francisco Celso Calmon
Gilberto Carvalho Molina
Gilney Amorim Viana
Helenalda Resende de Souza Nazareth
Hugo Albuquerque
Iara Xavier Pereira
Ivan Seixas
Janaína de Almeida Teles
João Carlos Bona Garcia
João Carlos Schmidt de Almeida Grabois
Laura Petit da Silva
Laurenice Noleto Alves
Lilian Celiberti
Lilian Ruggia
Lorena Moroni Girão Barroso
Marcelo Santa Cruz
Maria Amélia de Almeida Teles
Maria Cristina Vannucchi Leme
Maria Eliana de Castro Pinheiro
Maria Lygia Quartim de Moraes
Maria Madalena Prata Soares
Maria Regina Jacob Pilla
Maria Socorro de Castro
Marilda Toledo de Oliveira
Marta Nehring
Maurice Politi
Miriam Marreiro Malina
Nei Tejera Lisboa
Nilce Azevedo Cardoso
Noeli Tejera Lisboa
Orlando Bomfim Netto
Pedro Laurentino
Pedro Pomar
Pedro Rocha Filho
Pedro Serrano
Rafael Freire
Renan Honório Quinalha
Romildo Maranhão do Valle
Sérgio Ferreira
Suzana Keniger Lisbôa
Tatiana Merlino
Terezinha Souza Amorim
Thais Barreto
Togo Meirelles
Valter Pomar
Vera Cortês
Vivian Mendes
Walderes Nunes Loureiro
Yuri de Carvalho
Zilda de Paula Xavier Pereira
-As. dos Amigos do Memorial da Anistia Política do Brasil
-Casa Latino Americana - CASLA de Curitiba
-Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguacu
-Centro Cultural Manoel Lisboa
-Coletivo Catarinense Memória Verdade e Justiça
-Comissão da Verdade Memória e Justiça do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás
-Centro de Direitos Humanos do Rio Grande do Norte
-Comissão de Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos
-Comitê Carlos De Ré da Verdade e da Justiça
-Comitê Catarinense Pró-Memória dos Mortos e Desaparecidos Políticos
-Comitê Goiano da Verdade, Memória e Justiça
-Comitê pela Verdade Memória e Justiça do DF
-Comitê pela Verdade Memória e Justiça - BA
-Comitê Memória Verdade e Justiça Campinas
-Comitê Memória Verdade e Justiça Ceará
-Comitê Memória Verdade e Justiça de Pelotas e região
-Comitê Memória Verdade e Justiça - Espírito Santo
-Comitê Direito Memória Verdade - Imperatriz/Ma / Jakson José marinho Santana
-Comitê Direito Memória Verdade - Paraíba
-Comitê Memória Verdade e Justiça - Pernambuco
-Comitê Memória Verdade e Justiça - Terezina/PI
-Comitê Paulista pela Memória Verdade e Justiça
-Fórum de Reparação e Memória do Rio de Janeiro
-Instituto de Estudos Políticos Mário Alves - Pelotas - RS
-Rede Social de Justiça e Direitos Humanos
-Sindicato dos Jornalistas da Paraíba

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

CAMPANHA PELO DCE DA UEMA DE IMPERATRIZ

Nossa Chapa Gestão Correnteza esta apresentando propostas para melhoria do DCE da UEMA para tornar a entidade Estudantil Forte e Representativa dos Estudantes e no dia 17 vamos rumo a Vitoria da Chapa 1.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

UEMA - ELEIÇÃO DO DCE DE IMPERATRIZ

                         A CHAPA 1 GESTÃO CORRENTEZA E ENCABEÇADA PELOS CONTABILISTAS EDVAN LIMA QUE TAMBEM E ESTUDANTE DE GEOGRAFIA E PELO CONTABILISTA JAKSON QUE E ESTUDANTE DE HISTORIA.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

MANIFESTAÇÕES DE IMPERATRIZ

                   Desde que começaram as ondas de manifestações pelo pais, Imperatriz vem sendo sacudida pelas manifestações, mais principalmente com o Movimento Fora VBL, contra a  empresa que desrespeita os usuarios da Imperatriz e Cidades visinhas,  uma empresa sucateada  que detem a maioria das linhas e itinenarios de onibus Urbanos e semi-Urbanos, com todos esses desrespeitos contra os  usuarios,
o Movimento fora VBL e varios movimentos sociais, pedem o cancelamento do contrato da prefeitura com a Empresa,  ação iniciada pelo ministerio publico que deu ate dia 10 para quebra desse contrato, e nos do Movimento estudantil CORRENTEZA, exigimos que esses reiividicaçoes sejam aceitas e que a policia não entre em confronto com manifestantes.


o

sábado, 22 de junho de 2013

ELEIÇÃO DO DCE UEMA IMPERATRIZ

                                      Eleição do DCE Josias Moraes na UEMA.



A Campanha para concorrer a Direção do DCE Josias Moraes da UEMA de Imperatriz-Ma, ja começou,  desde a dia 18 deste mes, vão concorrer 2 Chapas, com eleição marcada para dia 9 de Julho de 2013.

Chapa 1 Gestão Correnteza, Encabeçadas por:  Ediva Lima, Contador e Estudante de Geografia e Jakson Marinho, Contador e Estudante de Historia, apoiados pelos Movimentos Estudantil UJR ( União da Juventude Rebelião) e Pelo Movimento Correnteza, ambos Movimentos Estudantis Nacional, o Movimento Correnteza, tem a gestão de grande parte dos Universidades de Pernambuco, Paraiba, Rio de Janeiro e Alagoas, com essa esperiencia e parceria de informações o DCE e os Alunos da UEMA de Imperatriz so tem a ganhar.



Chapa 2 Gestão Não Vou Me Adapitar, encabeçada par Isac, Membro do CA de Histaria na UEMA, apoiados pela gestão anterior.







terça-feira, 11 de junho de 2013

MORTOS E DESAPARECIDOS POLITICOS DA GUERRILHA DO ARAGUAIA

                         Os Mortos e  Desaparecidos da guerrilha do Araguaia
Cerca de metade dos desaparecidos políticos de que se tem denúncia foram seqüestrados e mortos no Sul do Pará durante a guerrilha do Araguaia entre 1972 e 1974. Esta região compreende uma área de 6.500 km2 entre as cidades de São Domingos e São Geraldo, às margens do rio Araguaia. Havia na região uma população de aproximadamente 20 mil habitantes e nela atuaram 69 guerrilheiros militantes do PC do B (Partido Comunista do Brasil) e, cerca de 17 camponeses que se integraram ao movimento. O governo utilizou homens do Exército, Marinha, Aeronáutica, Polícia Federal e Polícia Militar do Pará, Goiás e Maranhão para combatê-los. Considerando a quantia desproporcional das forças em conflito e os relatos dos habitantes, deve ter havido mais vítimas fatais do que as registradas até hoje.
Grande parte das informações acerca dos desaparecidos do Araguaia advém do relatório de Angelo Arroyo apreendido pelos órgãos de repressão quando do "Massacre da Lapa" em dezembro de 1976. Nesta operação foram mortos os dirigentes do PC do B Angelo Arroyo, Pedro Ventura Felipe de Araújo Pomar e João Batista Franco Drummond. Os familiares dos guerrilheiros do Araguaia iniciaram, em 1982, uma ação judicial para exigir da União esclarecimentos sobre as circunstâncias das mortes de seus parentes e a localização dos corpos. Em 17 de agosto de 1993, a Justiça julgou procedente o recurso impetrado pelos autores para que o mérito da ação fosse julgado, pois não havia nenhuma solicitação de sigilo por parte das Forças Armadas e a lei da anistia não obstruía o direito à verdade contido nas solicitações dos familiares. Até hoje o mérito da ação não foi julgado. Em junho de 1995, considerando esgotados os recursos, os familiares, através da Human Rights Watch e o Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL) enviaram petição à Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), onde ainda está em tramitação.
Em outubro de 1980, os familiares dos guerrilheiros mortos no Araguaia percorreram a região em busca de informações a respeito de cemitérios clandestinos. Esta foi a primeira caravana realizada por familiares para colher informações sobre a guerrilha, as circunstâncias das mortes e a localização dos restos mortais dos guerrilheiros. Constataram indícios de corpos enterrados no cemitério de Xambioá e da existência de uma vala clandestina numa área denominada Vietnã, próxima àquela cidade. Colheram depoimentos também sobre a existência de cemitérios clandestinos em Bacaba, São Raimundo, São Geraldo, Santa Isabel, Caçador e Oito Barracas.
Em abril de 1991, familiares promoveram escavações no cemitério de Xambioá, onde encontraram duas ossadas: a de uma mulher jovem envolta em tecido de pára-quedas e a outra de um homem idoso. Uma equipe composta pelo Dr. Badan Palhares participou das escavações e transferiu as ossadas para o Departamento de Medicina Legal da UNICAMP. Em janeiro de 1993 familiares voltaram à região da guerrilha, na Fazenda Oito Barracas, procurando pelos restos mortais de Helenira Resende, sem obter resultados.
A partir do dia 28 de abril de 1996 o jornal O Globo publicou uma série de reportagens sobre a guerrilha do Araguaia com fotos inéditas de guerrilheiros mortos e a localização de sete cemitérios clandestinos. Tais indícios reforçaram as informações dos familiares de desaparecidos, que solicitaram à Comissão Especial de Reconhecimento de Mortos e Desaparecidos Políticos uma investigação. Na reportagem de O Globo, Laura Petit, irmã de Maria Lúcia Petit da Silva, a identificou na foto da guerrilheira morta envolta em um pára-quedas. Com os dados da foto, os legistas da UNICAMP reabriram o processo de identificação da ossada exumada em 1991 e identificaram Maria Lúcia.
A Comissão Especial do Ministério da Justiça promoveu a "Primeira Missão de Busca de Restos Mortais" entre os dias 7 e 11 de maio de 1996 baseando-se nas informações de O Globo e do Relatório sobre Cemitérios da Região do Araguaia da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos. Esta investigação teve a participação do antropólogo forense Luis Fondebrider, da Equipe Argentina de Antropologia Forense; de Cristiano Morini, assistente da Comissão Especial e Criméia de Almeida, assessora de Suzana Lisbôa na Comissão Especial. A equipe localizou e preservou três áreas com cemitérios clandestinos: no cemitério municipal de Xambioá, no DNER (Departamento Nacional de Estradas e Rodagens) de Marabá e na Fazenda Fortaleza, próxima à cidade de São Domingos do Araguaia.
Uma segunda viagem para realizar as escavações nos cemitérios demarcados e localizar outros cemitérios clandestinos foi organizada pela Comissão Especial do Ministério da Justiça e ocorreu entre os dias 29 de junho e 24 de julho de 1996. No cemitério de Xambioá encontrou-se três ossadas, mas somente uma apresenta características de um guerrilheiro. Tal ossada já havia sido encontrada e abandonada no mesmo cemitério pelo Dr. Badan Palhares, em 1991. Em São Raimundo, na Reserva Indígena dos Sororós, recuperou-se duas ossadas de dois prováveis guerrilheiros. As péssimas condições em que foram encontradas e a ausência de crânios não permitem que seja realizado o exame de DNA e sua identificação. Nos demais locais investigados - São Geraldo, Caçador, Oito Barracas, Serra das Andorinhas, DNER e Fazenda Brasil-Espanha - não foram encontrados esqueletos. A ossada encontrada em Xambioá está sob investigação da Polícia Civil de Brasília e, até hoje, nenhuma informação a seu respeito foi transmitida aos familiares.
Os trabalhos de busca da Comissão Especial comprovaram a possibilidade de se encontrar os restos mortais de um grande número de guerrilheiros do Araguaia, principalmente, se o Exército fornecer os locais onde estão enterrados.