sexta-feira, 1 de novembro de 2013

PESQUISA JÁ MOSTRA EDUARDO CAMPOS NA FRENTE DA PRESIDENTA DILMA

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O governador de Pernambuco e presidenciável pelo PSB, Eduardo Campos, está à frente da presidente Dilma Rousseff (PT) no que diz respeito a intenção de votos por parte do eleitorado pernambucano. Faltando um ano para as eleições, no caso de um embate direto entre Campos e Dilma, o governador venceria a disputa por 33% a 30% e por 33% a 28%, dependendo do cenário, conforme pesquisa elaborada pelo Instituto de Pesquisas Maurício de Nassau (IPMN) em parceria com o Jornal do Commercio. Campos só perderia o pleito em Pernambuco se a disputa fosse travada com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Neste cenário, Lula teria 44% da preferência do eleitorado estadual contra 25% do governador. Na pesquisa espontânea, Lula também sairia vencedor com 22%, seguido por Eduardo Campos e Dilma, ambos com 14%.
No primeiro cenário da pesquisa IPMN/JC figuram os candidatos Eduardo Campos, Dilma Rousseff e o senador mineiro Aécio Neves (PSDB). Nesta hipótese, Campos teria 33% dos votos válidos, enquanto a presidente Dilma ficaria com 30% e Aécio Neves registraria apenas 2%. Votos brancos e nulos somariam 17% e outros 17% não responderam.
Caso a ex-senadora Marina Silva seja a candidata do PSB no lugar do governador Eduardo Campos, a presidente Dilma teria mais que o dobro de votos registrado pela socialista recém-filiada ao partido. O estudo aponta que Dilma seria eleita pelos pernambucanos com 36%, enquanto Marina e Aécio Neves teriam 15% e 3%, respectivamente. Os eleitores que votariam brancos e nulos somam 26% enquanto outros 19% não respondera, ou não souberam responder aos questionários do estudo.
Considerando-se o cenário em que a eleição fosse disputada entre Campos, Dilma e o ex-governador de São Paulo, o tucano José Serra (PSDB), em substituição a Aécio Neves, O socialista venceria cm 33% das intenções de voto. A presidente Dilma teria 28% enquanto Serra ficaria com apenas 4%. Outros 17% anulariam o voto e um percentual igual de eleitores não souberam ou não responderam.
Já em um embate eleitoral entre o ex-presidente Lula, Campos e Aécio, a vitória petista se daria com folga. Lula possui 44% das intenções de voto dos pernambucanos. Neste cenário, o governador teria 25% da preferência do eleitor, enquanto o senador mineiro Aécio Neves registraria apenas 2%. Brancos e Nulos somam 14% e outros 14% não responderem ou não quiseram responder.
Quando indagados sobre qual político inspira mais medo em vir a ser o presidente do Brasil, os maiores índices ficam com o tucano José Serra (21%) e a petista Dilma Rousseff (11%). Dilma aparece empatada com o senador Aécio Neves (11%), sendo seguido por Eduardo Campos (5%). Apenas 3% dos eleitores teriam medo de um possível retorno do ex-presidente Lula ao Planalto.
A pesquisa IPMN/JC ouviu 2.423 eleitores em todas as regiões do Estado entre os dias 21 e 22 deste mês. A margem de erro do estudo é de 2,2 pontos percentuais e o nível de confiança chega a 95%.  
 
FONTE: http://kellydaumes.blogspot.com.br/2013/11/pesquisa-ja-mostra-eduardo-campos-na.html

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

PCB LANÇA MAURO IASI PRÉ CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA


A Comissão Política Nacional do PCB, reunida nesta data, conforme decisão do Comitê Central, submete à apreciação da militância do Partido, de seus amigos e aliados, a proposta de lançamento da pré-candidatura do camarada Mauro Iasi à Presidência da República, levando em conta as seguintes razões principais:
  • A necessidade de fazermos um contraponto à escancarada antecipação da campanha eleitoral de 2014, um teatro de mau gosto em que predominam falsas divergências entre políticos e partidos burgueses, negociatas, barganhas e toda sorte de cenas da mesma novela bianual da disputa por espaços na máquina estatal;
  • O desinteresse dos partidos com os quais compartilhamos a oposição de esquerda em construir uma frente permanente programática, para a unidade na luta para além das eleições e dos partidos com registro. Desde 2006, o PCB insiste nesta proposta, recusando-se a formar coligações efêmeras, engendradas às vésperas das eleições e apenas em função delas;
  • A necessidade de apresentarmos um programa político que denuncie a opressão e a violência do capitalismo e contribua com a construção do Poder Popular, dialogando com todos e todas cujas vozes se levantam nas ruas, respeitando suas formas de luta e sua recusa em participar do jogo institucional burguês;
  • O fato de a pré-candidatura de Mauro Iasi vir brotando da militância e de simpatizantes do PCB, inclusive angariando a simpatia de outros setores progressistas e de esquerda, desencantados com a postura eleitoreira de partidos e movimentos, parlamentares e candidatos de plantão.
Assim sendo, a CPN, ouvido o Comitê Central, resolve iniciar um processo de discussão no interior do Partido a respeito desta proposta, recomendando que os Congressos Regionais do PCB, que se realizarão no próximo mês de novembro em todo o país, nos marcos do XV Congresso Nacional do PCB, repercutam esta proposta, sem perder a centralidade dos debates no temário principal do Congresso.
O lançamento da pré-candidatura própria do PCB não é um expediente para barganhar com os partidos da oposição de esquerda, com os quais queremos construir uma frente de unidade na luta cotidiana, a partir das bases. Nos Estados em que essa unidade já se desenvolve, devemos estimular a possibilidade de alianças nas eleições regionais.
Nos dias 7 e 8 de dezembro próximo, mais uma vez o Comitê Central estará reunido e dedicará um espaço em sua agenda, voltada para o XV Congresso e outros temas, para conhecer a repercussão da proposta nas bases e, se for o caso, dar outros passos no sentido da pré-candidatura do camarada Mauro Iasi.
Comissão Política Nacional do PCB
Rio de Janeiro, 27 de outubro de 2013

FONTE: http://pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=6790%3Apcb-lanca-mauro-iasi-pre-candidato-a-presidencia-da-republica&catid=29%3Aorganizacao

NO MARANHÃO, AS REDES SOCIAIS SÃO DOMINADAS PELA OPOSIÇÃO...

Uma das estratégias de manipulação popular comumente usada por políticos pouco ou nada interessados com o compromisso com os princípios da Administração Pública (Impessoalidade, Moralidade, Legalidade, Publicidade e Eficiência) é a adulteração ou a nulidade da informação.
A manutenção de um povo ignorante e economicamente dependente é uma das estratégias mais eficazes de instaurar uma espécie de "moderna escravidão" sem senzalas e sem correntes, mas mantendo o tronco e o chicote de forma figurada através das mazelas sociais geradas pela má gestão dos recursos e serviços públicos, expondo a população à ausência de saúde, segurança e educação de qualidade, que são os pilares do desenvolvimento sustentável de um grupo social.
Essa estratégia vem sendo usada no Maranhão há quase 50 anos, basta uma simples análise sócio-econômica e histórico-política do estado para se constatar que qualquer pessoa que mantêm, através do voto ou de serviços prestados, o grupo que fomenta e mantêm o estado que tem potencial para ser, no mínimo, o segundo mais rico do nordeste na condição de mais pobre do Brasil, é:
  • O Explorado: ignorante, privado dos benefícios e serviços que o estado deveria lhe oferecer e economicamente dependente dos seus algozes...
  • O Explorador: indivíduo pouco ou nada compromissado com o bem-estar e desenvolvimento social, porém altamente interessado em se auto-beneficiar, mesmo que muitos tenham que viver em condições miseráveis para que ele atinja seus objetivos políticos ou financeiros.
Seguros de si na sua condição de "feitores modernos" na capitania hereditária e escravocrata do Maranhão, não perceberam o crescimento de uma nova força dentro dos meios de comunicação e dentro da própria internet, as redes sociais, onde há uma predominância de cidadãos maranhenses que não pertencem a nenhum dos tipos supracitados...
Então os capitães-mor da capitania do Maranhão se virão vítimas de sua própria estratégia de boicote à informação, hoje tentam "na marra" emplacar falsas lideranças na redes sociais com postagens que rapidamente são "metralhadas" de comentários de cidadãos maranhenses com bom nível de informação e dispostos a mudar o rumo do estado...
E juntamente com o aumento da área de abrangência dos serviços de acesso a internet, cresce a abrangência das redes sociais que vão levando a informação e a realidade do Maranhão onde outrora só existiam as emissoras de TV e rádio dos "Senhores da Casa Grande"...
E não só o município de Imperatriz ou o estado do Maranhão, mas todo país em 2014 viverá a primeira de muitas campanhas eleitorais com forte, por que não dizer vital, participação e influência das redes sociais...
E em todas as esferas da política, tem muita gente falando e fazendo coisas que acredita que serão esquecidas pelo eleitorado, equivocando-se ao esquecer que hoje, além das redes sociais, vivemos na era dos dos HD's, Pen drives e armazenamento nas "Nuvens" que tem grande capacidade para refrescar a memória dos eleitores em 2014 e 2016... 





segunda-feira, 28 de outubro de 2013

PCB ORGANIZADO EM TOCANTINS!



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No último fim de semana, após dois dias de debates sobre a conjuntura e a linha política do PCB, na Câmara Municipal de Palmas, o Partido foi oficialmente fundado em Tocantins, onde jamais havia existido, desde a criação do Estado, há 25 anos atrás.
O evento contou com a presença do camarada Ivan Pinheiro, Secretário Geral do Partido, que já havia estado na cidade, em agosto deste ano, em reuniões preliminares com os militantes que decidiram organizar o PCB no Estado.
Depois dos debates, que incluíram também uma primeira abordagem das pré-teses ao XV Congresso do Partido, elegeu-se o Comitê Regional, com militantes sindicais e de movimentos sociais de vários municípios e inaugurou-se a sede regional, com um almoço de confraternização.
A Secretaria Política do PCB Tocantins está a cargo da camarada Fátima Dourado, dirigente do Movimento Estadual de Direitos Humanos.
Nota: na foto, em frente à sede do Partido, ao lado do Secretário Geral do PCB, aparecem  a Secretária Política e o Secretário de Organização, camarada Jesuíno Santana, funcionário da Universidade Federal do Tocantins.
FONTE : http://pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=6774:pcb-organizado-em-tocantins&catid=29:organizacao

domingo, 27 de outubro de 2013

PRIMEIRO SEMINÁRIO POPULAR: DIAGNÓSTICO DA EDUCAÇÃO


PRIMEIRO SEMINÁRIO POPULAR:
DIAGNÓSTICO DA EDUCAÇÃO
 
  O movimento popular diagnosticou os seguintes problemas na educação:
1. Professores desmotivados.
2. Faltar incentivo do poder público.
3. Faltar de gestão para aplicar os programas na educação.
4. Gestão pública não direciona os recursos para solucionar os problemas mais críticos.
5.   Desvio de recursos e corrupção.
6. Infraestrutura física das escolas inadequadas ao aprendizado, muitas são casas de moradia sem estrutura para pratica escolar, faltar merenda e escola de qualidade.
7. Os alunos não estão aprendendo adequadamente.
8. Faltar prática de esportes, cultura e lazer.
9. Faltar nas leis para regular o plano de cargos, carreiras e salários dos servidores da educação.
10. Os laboratórios de informática não atendem as necessidades educacionais dos alunos, na maioria das escolas os alunos não tem acesso à internet.
11. As escolas não fortalecem um regulamento ético para construir uma relação de respeito entre professores e alunos.




PROPOSTAS
1.    Melhoria salarial dos professores e definição de um plano de cargos, carreiras e salários que incentive os professores.
2. O poder público deve criar uma dinâmica e uma estrutura voltada para formação dos professores.
3. Planejar com a participação de pais, alunos, professores e comunidade, a aplicação dos recursos e programas da educação e assim como uma pedagogia a ser adequada a realidade local. Ampliar a atual obrigatoriedade de 25% do orçamento e defender a aplicação de 10% do PIB para educação pública.
4.    Para melhorar o planejamento; combater a corrupção e os desvios é necessário que o conselho municipal da educação tenha representantes de setores sócias existentes no município no referido conselho.
5.  Que o município estabeleça um programa de construção de escolas públicas com a arquitetura adequada ao bom ensino; com quadras poliesportivas, laboratórios de informática e pesquisa científica, bibliotecas para incentivo a leitura e com espaço a cultura e lazer. É necessário aposentar a pratica de alugar casas com estruturas inadequadas para serem escolas públicas.
6 Definir uma pedagogia que facilite o aprendizado dos alunos e torne motivadora.
7. Escola de tempo integral voltado para o aprendizado dos alunos com pedagogiaque torne o acesso ao conhecimento uma atividade cativante.
8. Construir regulamentos que fortalecem uma relação ética entre alunos e professores.




quarta-feira, 11 de setembro de 2013

COMITE PELA MEMORIA VERDADE E JUSTIÇA DE IMPERATRIZ E REGIÃO

Em seu 1° Encontro Nordestino dos Comitês Civis da Verdade, Memoria e Justiça, realizado em João Pessoa no Estado da Paraíba, em 12, 13 e 14 de Julho deste ano, com a presença de representantes de todos os estado do Nordeste, e representante da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, eu Jakson José Marinho Santana,  fui indicado coordenador do Comitê Pelo Direito a Memoria Verdade e Justiça de Imperatriz, e na ocasião eu estava representando o Maranhão no encontro, lá tracemos metas de trabalhos, de forma coordenada, em todos os Estados, o encontro foi noticiado nos grandes Jornais do Brasil. eu como acadêmico de Historia pela UEMA, e de Movimentos Estudantis, pretendo trabalhar com a sociedade Civil de Imperatriz, no intuito de darmos pressão na Comissão Estadual e Nacional, para tornar publico os crimes cometidos na Ditadura Militar e os de hoje.

      Noticiário  na Imprensa

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO

6/07/2013 - 14h54

Comissão da Verdade estuda responsabilizar empresas por perseguição política

A Comissão Nacional da Verdade vai estudar caminhos legais para que empresas que promoveram perseguição política a seus funcionários durante a ditadura militar (1964-1985) sejam responsabilizadas.
O objetivo é que trabalhadores que se sentiram prejudicados por essas empresas, por exemplo proibidos de participar de greve ou demitidos por motivação política, possam pedir reparação política e material --neste caso, em forma de indenização.
Entre as empresas, estariam estatais como Petrobras e Correios, ex-estatais como Embraer e CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), e privadas como Volkswagen e Monark.
A informação foi divulgada nesta terça-feira (16) pela coordenadora da comissão, Rosa Cardoso, e por sindicalistas que participam do Grupo de Trabalho Ditadura e Repressão aos Trabalhadores e ao Movimento Sindical.

Moacyr Lopes Junior - 17.julh.2013/Folhapress


Rosa Cardoso, coordenadora da Comissão Nacional da Verdade, acompanhada de lideres sindicais em coletiva
O Grupo de Trabalho realizará, na próxima segunda-feira (22), um ato para relembrar os 30 anos da greve geral de 21 de julho de 1983. Sindicalistas prometem divulgar durante o evento documentos que mostram que empresas e órgãos da repressão, como o Dops, trocavam "listas negras" de funcionários.
"Vamos entregar documentos que comprovam, por exemplo, que organismos de segurança da Aeronáutica se reuniam com diretores de empresas para apresentar uma lista negra [de pessoas] para não contratar", disse o secretário-geral do CSP/Conlutas, Luiz Carlos Prates, conhecido como Mancha.
"Estamos começando a ver outros países onde isso tem acontecido", disse a coordenadora Rosa Cardoso. "Primeiro vamos fazer um levantamento das empresas a que se pode pedir reparação. Vamos ter que construir uma estratégia para conseguir isso."
Até o momento, no Brasil, não há casos de empresas responsabilizadas por violações de direitos humanos no período da ditadura militar. Mas, segundo a assessora técnica da comissão San Romanelli, o colegiado brasileiro se baseará em casos recentes na Argentina e na Alemanha, em que empresas foram responsabilizadas por perseguição a seus trabalhadores durante a ditadura e o regime nazista.
Se o colegiado brasileiro concluir que essas empresas devem ser responsabilizadas, isso constará na lista de recomendações que será apresentada junto com o seu relatório final.
Em nota, a assessoria de imprensa dos Correios afirmou que a empresa está "à disposição da Comissão Nacional da Verdade para, dentro dos normativos legais, contribuir para o resgate da memória e pelo fortalecimento da democracia". A Volkswagen afirmou, por nota, que "não dispõe de informações para comentar o assunto". As demais empresas não responderam até a publicação desta notícia.
Outra reivindicação dos sindicalistas que está em estudo pela Comissão da Verdade é que sejam alterados os critérios atuais usados para pagamento de indenizações pela Comissão de Anistia a vítimas da ditadura.
Eles criticam o valor das indenizações e o uso de critérios distintos para cada categoria de trabalhadores. Uma das categorias insatisfeitas seria a dos petroleiros.
"Os valores estão congelados e a reparação é muito baixa, muito aquém da necessidade dessas pessoas", disse Mancha.
Segundo Rosa Cardoso, a comissão fará "um estudo da lei que concede essa reparação" para estudar uma nova política na concessão das indenizações. "Entendemos que a indenização para algumas categorias tem sido irrisórias", disse a coordenadora.
CARTA
Rosa Cardoso afirmou nesta terça-feira (16) que concorda com as críticas de grupos de direitos humanos e de vítimas da ditadura, que encaminharam na segunda-feira (15) uma carta à Comissão da Verdade em que criticam a falta de transparência, divergências internas e lentidão dos trabalhos do colegiado, conforme informou ontem a colunista da Folha Mônica Bergamo.
"Acho que há um consenso de que nós devemos trabalhar num ritmo muito mais veloz e consistente e submetendo o resultado dos nossos trabalhos a uma crítica permanente e a um diálogo com os interessados, para que não cheguemos ao final do nosso trabalho apresentando um relatório que possa até ser contestado pelos interessados", disse a coordenadora.
O texto das entidades de direitos humanos pede a volta do ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles, que deixou a comissão após divergências internas no grupo, e a substituição de Gilson Dipp, afastado desde setembro por motivos de saúde.
Quanto à recomposição dos membros do grupo, Rosa Cardoso disse esperar que a nomeação dos substitutos pela Presidência da República aconteça "a qualquer momento" e "o mais rápido possível". "A recomposição é uma exigência absolutamente justa, ela não pode mais ser postergada", afirmou.
Segundo ela, a escolha dos novos membros será essencial para poder responder às outras demandas da comissão. Rosa disse ainda que a comissão precisa de mais pesquisadores para conseguir realizar seus trabalhos, e que já há recursos para contratar esses assessores. "É preciso mais gente tanto para ouvir vítimas como para buscar em acervos informações."
Sobre a falta de diálogo com grupos ligados às vítimas da ditadura, o que tem sido uma crítica frequente ao colegiado, Rosa afirmou que "ficou definido na comissão que nós vamos trabalhar em um intercâmbio muito maior e mais permanente com eles [vítimas da ditadura e seus familiares]".
Os autores da carta pedem ainda a realização de mais audiências públicas com agentes e com vítimas da ditadura; que a comissão priorize os esclarecimentos dos casos de mortos e desaparecidos; e que o grupo garanta a abertura total dos arquivos dos órgãos de repressão e informação da ditadura.
Rosa disse concordar com todos esses pontos. Sobre a abertura dos arquivos, ela reafirmou que a comissão não conseguiu isso com as Forças Armadas. "Eles [Forças Armadas] dizem que os [arquivos] que nos interessam mais, que teriam informações sobre mortos e desaparecidos, foram queimados", afirmou, acrescentando que não acredita na versão dos militares, porque deveria haver no mínimo o registro sobre a incineração dos documentos e que antes eles teriam sido microfilmados.
No mês passado, a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, que representa as vítimas da ditadura, já havia solicitado à coordenadora da comissão uma audiência com a presidente Dilma Rousseff para apresentar para pedir uma reestruturação do grupo.
Leia a íntegra da carta
CARTA ABERTA À COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE
Senhores Comissários,
Nós, familiares de mortos e desaparecidos políticos, ex-prisioneiros políticos, entidades, movimentos de luta pela Verdade e Justiça, militantes dos direitos humanos e lutadores sociais, vimos externar nossa indignação com os graves acontecimentos que envolvem a Comissão Nacional da Verdade e nossa preocupação com a opacidade, falta de unidade e morosidade com que tem funcionado a CNV.
Consideramos de extrema gravidade um eventual fracasso da Comissão Nacional da Verdade na consecução de seus objetivos principais. As consequências de tal fato serão funestas não só para as gerações presentes, mas para o futuro de nossa nação.
Desde o inicio dos trabalhos da CNV, cobramos a apresentação de um plano mínimo de trabalho, com objetivos e metodologia definidos; enfatizamos a necessidade de priorizar a investigação sobre os mortos e desaparecidos políticos e sobre a estrutura de repressão.
Expressamos a necessidade e importância de convocar os agentes do estado responsáveis pelos crimes de tortura, assassinatos e desaparecimentos forçados.
Da mesma forma, consideramos fundamentais as audiências públicas, amplamente divulgadas pelo sistema público de comunicação social, com os testemunhos das vitimas, familiares e sobreviventes.
Houve momentos de entusiasmo de nossa parte, com os textos publicados por Cláudio Fonteles no site da CNV, comprometidos com a busca da verdade em torno dos mortos e desaparecidos políticos. Qual não foi nossa surpresa, quando vimos que essa postura era duramente questionada por outros integrantes da CNV!
A partir de então, temos assistido as divergências internas se transformarem em ataques pessoais e públicos, numa triste demonstração de descompromisso com a verdade e a história, refletindo na falta de clareza do papel histórico da CNV.
A divulgação do relatório parcial da CNV demonstrou desconhecimento das informações acumuladas, ao longo de mais de 40 anos, pelos envolvidos na luta pelo resgate da memória e da verdade histórica.
A existência da CNV, fruto da luta dos familiares de mortos e desaparecidos políticos, ex-prisioneiros e militantes dos direitos humanos, significa mais do que uma necessidade, é um momento impar da história de nosso país, quando ainda é possível construir a verdade com a participação dos últimos sobreviventes - testemunhos oculares dos fatos.
Neste momento em que tantas vozes se erguem pelo Brasil exigindo mais seriedade, respeito e presteza na consecução de políticas publicas, apelamos para a consciência cidadã de cada um dos membros dessa Comissão, para que coloquem os princípios dos direitos à Memória, Verdade e Justiça do nosso povo e, principalmente dos familiares dos mortos e desaparecidos, acima de quaisquer desentendimentos ou divergências, e propomos:
1. A imediata recomposição dessa Comissão, com a volta de Cláudio Fonteles, a substituição de Gilson Dipp e a garantia de que todos os integrantes estejam voltados prioritária e realmente para os trabalhos da CNV, e que estejam ainda comprometidos não apenas com o Direito à Verdade, Memória e Justiça, mas também com a concepção de Comissão que trabalhe com e para a sociedade, entendendo que o processo é tão importante quanto o relatório final;
2. Que a CNV intensifique as audiências públicas, devidamente organizadas, convocando agentes do Estado envolvidos nas graves violações aos direitos humanos, bem como as testemunhas - vítimas, familiares, sobreviventes;
3. Que o foco das investigações da CNV seja o esclarecimento dos casos dos mortos e desaparecidos políticos, motivo esse que levou à criação e constituição da CNV;
4. Que a CNV se transforme num coletivo, forte o suficiente para garantir a abertura total dos arquivos dos órgãos de repressão e informação da ditadura, tanto a nível federal como estadual.
Por fim, entendemos que o resgate da verdade não se restringe à elaboração de um relatório final pela Comissão Nacional da Verdade, mas sim, é o produto de trabalho coletivo que depende de interação com as diversas formas de organização e expressão da sociedade civil. Por isso, os signatários desta carta apresentam propostas e se solidarizam com o Dr. Claudio Fonteles, que, no seu período à frente da Comissão Nacional da Verdade, sinalizou o caminho a ser trilhado. Manifestamos também nossa total solidariedade à atual coordenadora Rosa Cardoso, que se identifica com nossas propostas e tem buscado o diálogo e a participação da sociedade.
"A única luta que se perde é a que se abandona."
São Paulo, 15 de julho de 2013.
In memoriam aos familiares
Agrícola Maranhão do Vale
Alice Pereira Fortes
Alzira Grabois
Anita Lima Piahuy Dourado
Ariston Lucena
Arnaldo Xavier Cardoso Rocha
Benigno Girão Barroso
Berel Reicher
Blima Reicher
Carlos Alberto De Ré
Clélia Tejera Lisbôa
Consueto Ferreira Callado
Cristovam Sanches Massa
Cyrene Moroni Barroso
Davi Capistrano Filho
Dilma Alves
Edgar Corrêa
Edmundo Dias de Oliveira
Edwin Costa
Elza Joana dos Santos
Ermelinda Mazzafero Bronca
Eunice Santos Delgado
Euthália Rezende de Souza Nazareth
Fanny Akselrud de Seixas
Felícia Mardini de Oliveira
Guilhermina Bezerra da Rocha
Helena Pereira dos Santos
Ilma Linck Haas
Iracema Merlino
Irene Guedes Corrêa
Izabel Gomes da Silva
James Wright
João Baptista Xavier Pereira
João Luiz de Moraes
Julieta Petit da Silva
Lais Maria Botelho Massa
Luiza Monteiro
Lulita Silveira e Silva
Majer Kucinski
Manoel Porfírio de Souza
Márcia Santa Cruz
Márcio Araújo
Maria de Lourdes Oliveira
Maria Helena Carvalho Molina
Maria Madalena Cunha
Maria Mendes Freire
Odete Afonso Costa
Paulina da Silva
Rosalvo Cypriano Souza
Walter Pinto Ribas
Zuleika Angel Jones
Adilson Oliveira Lucena
Alberto Henrique Becker
Alessandra Gasparotto
Alípio Freire
Aluizio Palmar
Ana Maria Muller
Ângela Mendes de Almeida
Ângela Telma Oliveira Lucena
Antônio Pinheiro Salles
Aton Fon Filho
Beatriz Cintra Labaki
Bernardo Kucinski
Carlos Alberto Lobão Cunha
Carlos Gilberto Pereira
Carlos Lichtsztejn
Caroline Silva Bauer
Celso Carvalho Molina
César Augusto Teles
Cesar Cavalcanti
Clarice Herzog
Claudio Antonio Weyne Gutierrez
Claudio Carvalho Molina
Clélia de Mello
Clóvis Petit de Oliveira
Criméia Alice Schmidt de Almeida
Damaris Oliveira Lucena
Darcy Miyaki
Denise Oliveira Lucena
Derlei Catarina De Luca
Dulce Maia de Souza
Edson Luis de Almeida Teles
Edgardo Binstock
Edival Nunes Cajá
Eliete Ferrer
Elio Cabral
Elma Dutra
Elza Ferreira Lobo
Elzira Vilela
Enzo Luiz Nico Jr.
Francisco Celso Calmon
Gilberto Carvalho Molina
Gilney Amorim Viana
Helenalda Resende de Souza Nazareth
Hugo Albuquerque
Iara Xavier Pereira
Ivan Seixas
Janaína de Almeida Teles
João Carlos Bona Garcia
João Carlos Schmidt de Almeida Grabois
Laura Petit da Silva
Laurenice Noleto Alves
Lilian Celiberti
Lilian Ruggia
Lorena Moroni Girão Barroso
Marcelo Santa Cruz
Maria Amélia de Almeida Teles
Maria Cristina Vannucchi Leme
Maria Eliana de Castro Pinheiro
Maria Lygia Quartim de Moraes
Maria Madalena Prata Soares
Maria Regina Jacob Pilla
Maria Socorro de Castro
Marilda Toledo de Oliveira
Marta Nehring
Maurice Politi
Miriam Marreiro Malina
Nei Tejera Lisboa
Nilce Azevedo Cardoso
Noeli Tejera Lisboa
Orlando Bomfim Netto
Pedro Laurentino
Pedro Pomar
Pedro Rocha Filho
Pedro Serrano
Rafael Freire
Renan Honório Quinalha
Romildo Maranhão do Valle
Sérgio Ferreira
Suzana Keniger Lisbôa
Tatiana Merlino
Terezinha Souza Amorim
Thais Barreto
Togo Meirelles
Valter Pomar
Vera Cortês
Vivian Mendes
Walderes Nunes Loureiro
Yuri de Carvalho
Zilda de Paula Xavier Pereira
-As. dos Amigos do Memorial da Anistia Política do Brasil
-Casa Latino Americana - CASLA de Curitiba
-Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguacu
-Centro Cultural Manoel Lisboa
-Coletivo Catarinense Memória Verdade e Justiça
-Comissão da Verdade Memória e Justiça do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás
-Centro de Direitos Humanos do Rio Grande do Norte
-Comissão de Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos
-Comitê Carlos De Ré da Verdade e da Justiça
-Comitê Catarinense Pró-Memória dos Mortos e Desaparecidos Políticos
-Comitê Goiano da Verdade, Memória e Justiça
-Comitê pela Verdade Memória e Justiça do DF
-Comitê pela Verdade Memória e Justiça - BA
-Comitê Memória Verdade e Justiça Campinas
-Comitê Memória Verdade e Justiça Ceará
-Comitê Memória Verdade e Justiça de Pelotas e região
-Comitê Memória Verdade e Justiça - Espírito Santo
-Comitê Direito Memória Verdade - Imperatriz/Ma / Jakson José marinho Santana
-Comitê Direito Memória Verdade - Paraíba
-Comitê Memória Verdade e Justiça - Pernambuco
-Comitê Memória Verdade e Justiça - Terezina/PI
-Comitê Paulista pela Memória Verdade e Justiça
-Fórum de Reparação e Memória do Rio de Janeiro
-Instituto de Estudos Políticos Mário Alves - Pelotas - RS
-Rede Social de Justiça e Direitos Humanos
-Sindicato dos Jornalistas da Paraíba

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

CAMPANHA PELO DCE DA UEMA DE IMPERATRIZ

Nossa Chapa Gestão Correnteza esta apresentando propostas para melhoria do DCE da UEMA para tornar a entidade Estudantil Forte e Representativa dos Estudantes e no dia 17 vamos rumo a Vitoria da Chapa 1.